Orlando [USA]

a cidade onde fica a terra da fantasia de Disney

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É a terra de Mickey Mouse, o ratinho que deu início ao império de entretenimento de Walt Disney. Em Orlando há Disney, Universal, MGM, Epcot … tem para todos os gostos. Dá para passar mais de uma semana consumindo intensamente as atrações meticulosamente preparadas para entreter crianças e adultos. Assim, ficamos satisfeitos e gastamos os preciosos dólares, que por sinal, estão historicamente muito baixos. Hoje, a relação está dois reais para um dólar. É bom momento para viajar para os EUA. Esta cidade da Flórida é destino interessante para brasileiros em busca do turismo óbvio, ou seja, parques de diversões e compras.

Orlando apresenta uma separação de classes entre turistas. Os pobres ficam fora dos parques da Disney, na região da International Dr. e Kissimmee. Por lá, se encontram hotéis baratos para reduzir custos da viagem. A International Dr. permite caminhar de uma loja para outra, o que é raro nos EUA. Parece com a Barra da Tijuca. Ou é o contrário? Para quem tem dinheiro, Walt Disney e Cia. oferecem os hotéis e resorts dentro da área dos parques. É luxo só. E vem com a vantagem do acesso fácil às atrações dos parques.

Entre os nativos, observa-se que as classes sociais estão se separando mais e mais. Nos shoppings, se vê uma profusão de latinos e negros. A maioria está acima do peso. Não admira que roupa de mulher tenha tamanho XXXXL, ou seja, “extra extra extra extra large”. O povo é enorme de gordo. É impressionante a voracidade com que eles atacam panquecas, hambúrgueres e salsichas. Parece que são todos viciados em comida (food additives), que consomem como uma droga legalizada. Nos hotéis de luxo, aparecem os bem tratados, com mulheres finas e filhos magros. Em tempo, no parque da Disney tem poucos negros. É mais fácil ver indianos que negros. Dá para se notar que há alguma coisa errada com o convívio racial naquelas bandas.


Para chegar

Uma passagem para Orlando está em torno de US$1.100 dólares. Ofertas das empresas aéreas podem reduzir este valor. A companhia Copa, do Panamá, é a novidade para viajar com preços reduzidos. Os panamenses descobriram que estão no meio do caminho da América Latina para os EUA, são um “hub” para ligar as Américas do Sul e Norte. Construíram um bom aeroporto, com enorme freeshop e vendem passagens mais em conta. Por cerca de US$800 a Copa nos leva para Orlando. Tá vendendo que nem água.

A chegada por Atlanta é uma opção. O vôo da Delta sai direto do Rio e evita a baldeação em São Paulo. A chegada nos EUA é em Atlanta, cujo aeroporto é o de maior movimento dos EUA. Tem serviço de metrô para nos levar de um “gate” para outro. A Delta Airlines disponibilizou atendentes falando português na chegada. Seja por simpatia ou por pura intenção de serem eficientes, o serviço da Delta em nossa língua é simpático para quem chega aos EUA.

Para se locomover em Orlando é mais recomendado alugar um carro. Recentemente usei a Hertz. Funcionou. Vale a pena fazer a reserva daqui do Brasil. Na hora de pegar o carro, chore um pouco para tentar um “upgrade” na classe do veículo. Costuma funcionar. Há grande quantidade de seguros. Se o dinheiro estiver sobrando, fazer um seguro geral pode ser útil. Eles garantem todo o tipo de imprevisto e vêm junto com facilidades como poder devolver o carro sem se preocupar com o combustível restante no tanque. Ponto fundamental: inclua o GPS no aluguel do carro. Com ele fica extremamente fácil achar qualquer loja, hotel ou ponto turístico. Se deslocar de um lugar para outro se torna uma brincadeira divertida. Custa da ordem de US$10 por dia. Não tenham dúvidas, o conforto que o GPS traz se paga na redução do tempo para os deslocamentos e no conforto e segurança no trânsito. Os mapas de papel vão ficar obsoletos.

Quem tem forte limitação de grana e tempo de sobra pode utilizar os ônibus. Por US$2, se anda em um ônibus limpo pela região das lojas de International Dr.. Os passageiros são os empregados que atenderão você nos restaurantes, nos parques ou estarão limpando os corredores dos hotéis em que você está hospedado. É usado pelo pessoal mais humilde. Acho que é o meio de transporte padrão dos empregados do WalMart, que ganham cerca de US$27 mil por ano, que nos EUA é uma miséria. O ônibus circula por ruas laterais e permite se ter uma visão mais realista dos habitantes do Magic Kingdom. Pode ser grande economia. Uma viagem de táxi da International Dr. para um hotel dentro da Disney custa US$120. Pode ser feita ônibus por US$2, embora, devido ao trajeto e os horários esparsos, os tempos sejam diferentes. A viagem de táxi dura vinte minutos, de ônibus leva uma hora e meia.


Para dormir

A região da International Dr. e vizinhanças têm muitos hotéis baratos. Os preços já foram melhores. A alta demanda fez subir as tarifas. Já fiquei em hotéis de redes como a EconoLodge por preços na faixa de US$50. Recentemente fiquei no Howard Johnson, na beira da International Dr., perto do Wet and Wild. Paguei diária de casal de US$71, com duas camas de casal e pia do banheiro dentro do quarto. O box e o vaso sanitário ficam numa área fechada. Esse desenho de quarto é comum. É adequado para quem viaja com quatro pessoas no modo econômico. Para um casal, as duas camas no quarto são funcionais, pois a cama extra pode ser usada como armário horizontal durante a estadia. O Howard Johnson desapontou. Fora a localização, não apresenta nenhum ponto de destaque positivo. Nos aspectos negativos se destacou a banheira que teimava em não escoar a água do chuveiro. O banho era uma operação complexa para evitar ficar com os pés submersos na água. Não adiantou solicitar manutenção ou trocar de quarto, o problema permaneceu. O hotel oferece café continental, que aumenta a diária e não se justifica. O melhor é utilizar uma das cadeias próximas para se empanturrar de panquecas e torradas francesas (“french toast”). O Howard Johnson é caso típico de baixa qualidade se aproveitando da boa localização. Não gostei.

Se o dinheiro sobrar, vá para os hotéis nos parques de Orlando. É luxo para não botar defeito. Se estiver com crianças é a oportunidade de oferecer o sonho padrão do mundo ocidental: ficar dentro dos reinos mágicos da Disney. Existem hotéis temáticos e outros apenas luxuosos. Conta bancária recheada é exigida. O Walt Disney Swan and Dolphin Resort, com uma pomposa e discutível decoração, que inclui estátuas de cisnes (ou criatura semelhante) no seu telhado, é local para se gastar dinheiro e desfrutar do luxo explícito. Os gramados em volta do hotel são áreas meticulosamente limpas e tratadas. Tudo é perfeito. É como se não houvesse problemas nesse mundinho danado em que vivemos. A área que um dia foi pântano – antes de Walt Disney comprar tudo e construir seus parques e hotéis – hoje tem até praia artificial para os hóspedes tomarem sol. Um cais com bares permite que os abastados andem como se estivessem numa rua comum sem serem molestados pelos latinos e negros pobres e obesos que citei mais acima. A diária é de cerca de US$300. Divirtam-se.


Para passear

Planeje sua viagem definindo os parques que vai visitar. Consome-se no mínimo um dia em cada um. Se estiver cheio, as filas dos brinquedos podem levar mais de uma hora cada uma. Use o “fastpass” para reservar a entrada em um brinquedo com antecedência. É comum deixarmos de ir várias atrações. Fui a Magic Kingdom e MGM. O primeiro é um clássico. Boa parte das atrações tem dezenas de anos e não muda. As paradas da tarde e a noite são emocionantes para os amantes do Mickey. O show de fogos de artifício que acontece às 22:00h é espetacular. Atenção: não tem os fogos todos os dias. Os tickets custam caro. Por exemplo: Magic Kingdom custa US$70. Procure ofertas e descontos adquirindo os tíquetes nos hotéis.

Para passear de noite, há o Downtown Disney e o Universal Citiwalk. São aglomerados de bares e restaurantes com música ao vivo, variando o tipo e a faixa etária do público. O estacionamento é grátis. Os bares e casas para se dançar não cobram entrada. Se paga o que se consome. É programa agradável. Dentro do Downtown Disney há um Cirque de Soleil permanente. A apresentação atual é La Nouba. A precisão do show já é famosa. O custo começa da ordem de US$100. Investir num bom lugar, mesmo que pagando mais, justifica. Se for para fazer, faça bem feito.

No verão, vale a pena ir ao Wet and Wild ou Typhoon Lagoon (a versão de parque de águas do Disney). As instalações são divertidas e servem para apaziguar o forte calor do verão de Orlando.


Para comer&beber

Os americanos estão loucos. O tipo de comida que ingerem dá para entupir as veias de um cavalo. As redes de restaurantes oferecendo colesterol concentrado em alimentos estão em todos os lugares. É Wendy, Denny’s, Ponderosa, Western e vai por aí a fora. Se for para escolher, gosto do café da manhã pauleira do Denny’s. É quase um caso de polícia pedir ovos, panquecas, bacon, salsichas, geléia, mel, manteiga e torradas francesas. Há prazer em se empanturrar dessas calorias. O problema é que os caras comem isso com muita freqüência. Daí que tem um bando de homens e mulheres pesando mais de 0,1 tonelada andando pelos shoppings. Em tempo, nem todo mundo anda. Cada vez mais se vê gente circulando de carrinho. É bizarro.

Uma dica fácil é o Olive Garden (8984 International Dr.), restaurante italiano de baixo custo com comida agradável. Muitos brasileiros frequentando (também, onde não os encontrar?).

Não vi nada mais sofisticado por lá. O povo gosta é do pesado mesmo. Esbaldei-me experimentando os nachos dos diversos lugares. Os nachos do Black Angus Steakhouse é fraco. Os doritos ficam imersos em queijo e molho. No Planet Hollywood estava bonzinho. Nos parques, de noite, se pode comer em alguns restaurantes. As redes estão lá também, como o Starbuck e MacDonald’s. Um café na loja de chocolates Giardelli é uma pedida. Os chocolates são razoáveis e as embalagens são ótimas para presentear.

Para não deixar de dar uma dica mais sofisticada, recorro a meu amigo Minoru. Ele indica o Roy’s de Orlando (www.roysrestaurant.com), que fica ao lado da loja Gran Cru onde se compram vinhos excelentes por baixo preço. Roy Yamaguchi é bem conhecido na área gastronômica. Apresentava, até pouco tempo, um programa sobre a “Hawaiian Fusion Cuisine”. Um menu degustação sai por apenas US$ 68 , já incluídas as duas taças de vinho.


Para comprar

Em tempos de dólar barato, Orlando é o paraíso do brasileiro muambeiro. O mercado americano é uma festa para nós. Roupas e eletrônicos são o alvo maior das compras. Mas até apetrechos de casa são adquiridos na farra comprista. As lojas se preparam e é fácil achar vendedores brasileiros para diminuírem a dificuldade dos compradores monoglotas. É o emprego clássico para o brasileiro que foge para os EUA. Ali ele ou ela ganham US$ 7,5 por hora, que dá cerca de US$ 1.300 por mês. Muito pouco, mas é atraente para os brasileiros que buscam escapar das balas perdidas no Brasil. A International Dr. parece a Barra e a concentração de lojas de brasileiros é intensa, com direito a bandeiras verde e amarelo na porta.

Para encontrar lojas no atacado, dirija-se ao Florida Mall, que tem todas as lojas de que se precisa para encher as malas. Seja uma Apple Store, ou a Old Navy (ótima relação benefício/custo para roupas, como camisetas e bermudas), no Florida Mall dá para resolver todas as compras. Lá no alto da International Dr. há o shopping Prime Outlets Orlando (que está substituindo o Belz Factory Outlet World) com boa variedade de lojas. Atenção para as lojas da Timberland, Adidas e Nike que ficam no fundo da rua, à direita. A Timberland é ótima para comprar sapatos confortáveis e robustos. Suas roupas também têm bom desenho e preço.

A rede Best Buy é a preferida para os eletrônicos padrão. Máquinas fotográficas sem muita variedade também podem ser adquiridas lá. Com o GPS é fácil achá-la. Para os livros, a Barnes & Noble é um paraíso. Tem uma do lado da Best Buy. Um espresso na cafeteria da loja é programa elegante para sair da rotina das compras.

[Gustavo Gluto]
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