Cusco [Peru] Vale Sagrado

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Vale Sagrado é o segundo melhor passeio em Cusco. O primeiro, é claro, é a visita a Machu Picchu. Comprei na mesma lojinha da Plaza das Armas onde adquiri o passeio City Tour. Vale Sagrado custa cerca de 30 soles. Paguei 50 por dois, ou seja, 25 soles o tíquete. Foi um desconto por eu já ser freguês. A saída é 9h da manhã e o retorno às 18h. Curiosamente, pareceu menos cansativo que o City Tour, que é passeio mais rápido, mas cujas entradas e saídas do ônibus não dão tempo de uma descansada na poltrona. Dica: Ficar atento para a fila de entrada no ônibus. O lugar que você pegar vai valer para toda excursão. O lado direito (lado contrário ao motorista) foi boa escolha. A vista deste lado era bem bonita.

As paradas permitem ensaiar fotos com as pessoas e os coloridos das roupas dos locais.

Se você for no dia da feira de Pisac, a parada é obrigatória, para ver e praticar a arte de pechinchar no colorido mercado de trocas da cidade. Os dias do mercado movimentado são 5a feira e domingo. Fui no sábado, não vi o mercado.

Passamos pela simpática cidade de Pisac e subimos direto para o Mausoléu de Pisac. Veja o caminho no Google Maps. O cemitério Inca no alto da montanha é bonito e proporciona bela vista do vale lá embaixo. Impressionante o empreendimento daquele povo para ficar nas alturas, perto de seus deuses. O sol abriu bem na hora de apreciarmos a paisagem.

Saindo dali, depois de uma viagem de uma hora, voltamos a Pisac para o almoço. Saltamos antes de chegar no restaurante indicado pela excursão. Seguimos um pessoal que saltou. Fomos no Restaurante Maizal, um bufê razoável por 40 soles. Tempuras de cebola e batata estavam honestos. Frango frito na chapa bateu bem. Comi pouco para dar chance ao organismo de processar melhor na altitude.

A próxima parada foi Ollantaytambo. Gostei da intimidade com que a blogueira do Caderno de Viagem trata a cidade: “Ollanta”. Em tempo, ela postou material interessante para quem vai viajar. Seu papo é muito agradável.

Claro que tem por lá uma rocha parecendo rosto de índio que devemos identificar. Típica coisa de turista. A área do parque apresenta uma escadaria de respeito com os tradicionais patamares que os Incas tanto gostavam. A subida faz parte do ritual de visita. Vá com calma. De vez em quando, entre num dos platôs, aprecie a vista e recupere o fôlego. A subida é o teste supremo para saber se você já se aclimatou a altitude. Eu estimo a escadaria num equivalente a uns 15 a 20 andares. Mesmo subindo em etapas (se fosse de uma estirada, ia ser um trabalhão recolher os corpos que ficariam pelo caminho) a coisa é séria. Tem horas que o coração ameaça sair pela boca.

O guia nos ensina que as pedras eram trazidas de uma pedreira que podemos divisar ao longe. Segundo ele, morria muita gente na atividade. Não é pra menos. Minha avaliação era que os Incas, que eram os senhores, mantinham o povo atarefado fazendo palácio de pedra no alto das montanhas. Era uma maneira de manter o povo ocupado. As obras levavam dezenas de anos para serem realizadas. Aquilo de ficar ajustando as pedras deve dar um trabalho danado. A foto abaixo mostra a vista do alto de Ollantaytambo.

É nessa parada que ficam aqueles que vão seguir de trem para Machu Picchu e dormir em Aguas Calientes. Alguns que estavam em nosso ônibus fizeram isso. Parece boa pedida. Você visita Ollanta e toca para Aguas Calientes, dorme e acorda em Machu Picchu.

A estrada na volta é longa, mas a região é bonita. O sol se pondo vai fazendo bom jogo de luz e sombras.

A parada final no Centro Têxtil Andina é bem interessante. A demonstração do trabalho com a lã, criando cores com produtos naturais, gera simpatia nos viajantes. A vontade de comprar é grande. Não esquecer de pechinchar. Faz parte do negócio.

Amanhã será a visita a Machu Picchu!

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