dez lugares para se ir (ou para lembrarmos que fomos)

É tempo de listas. De melhores. De piores. Do que não se deve deixar de fazer, de ver, comprar… Listas. Trago mais uma pequena. Alguns lugares ou momentos que devem ser procurados. Não se atenha aos lugares indicados. Cada um tem seu tempo e lugar para o arrebatamento. Os melhores momentos têm seu lugar predestinado. Ou é o contrário?

dez lugares

1- Caminhar numa noite de lua cheia no terraço que circunda o Taj Mahal. A luz da lua no mármore branco tem efeito magnífico. O palácio exibe imagem tênue, como a miragem noturna do sonho do príncipe Shah Jahan, que perpetuou seu amor.

2- Tomar um chá no terraço de uma pousada em Nagarkot, no Nepal, depois de um dia de caminhada, vindo de Katmandu, serpenteando pelo vale que envolve a cidade. Os tempos mudaram, a cidade cresceu feia, a poluição conquistou a paisagem. Fica a lembrança. Ainda vale o passeio para dormir no alto do mundo e acordar cedo para saber se foi agraciado com a vista do Monte Everest.

3- Contar estrelas cadentes em noite de lua nova no gramado da casa em Lumiar. Isto quando a cidade não tinha luz elétrica e as noites eram escuras assegurando a visão do céu entulhado de estrelas. Nas noites de lua cheia o céu ficava com menos estrelas, mas aí dava quase para ficar lendo no gramado. A luz já chegou ao distrito de Friburgo, mas outros recantos de lua nova devem restar por aí.

4- Dentro da Basílica do Vaticano, no alto de seu domo, ser surpreendido pela entrada dos cardeais, tingindo de vinho o desenho do chão da igreja, lá embaixo. A grandeza da arquitetura e do ritual movidos pelas crenças dos homens. A fé, às vezes, tem boa estética.

5- Mergulhar do barco na praia do Sancho, Fernando de Noronha, achando que vai “dar pé”, e descobrir que a profundidade é maior que 3 metros. A água ali, de tão limpa, engana, parecendo uma piscina com o fundo raso. Peixes de todas as cores passeiam a seu lado nesse mar de água das mais transparentes do mundo.

6- Chegar a Megéve, na França, junto com a neve, e se deparar com uma cidade que parece de brinquedo, as pequenas casas cobertas do branco da neve. A Baronesa Noémie de Rothschild, que construiu o hotel que deu origem a estação de esqui, fez bonito, fez bonita.

7- Descer um tramo inteiro da montanha de Bariloche, de uma vez, com o Lago Nahuel Huapi e as montanhas fazendo o fundo da imagem para compor a saborosa cena. A combinação do visual com o exercício físico é prazer extraordinário.

8- Tomar um banho de mar de fim de tarde em Serrambi, Pernambuco, quando ainda não era um enorme condomínio. A água morna do nordeste cria outra relação com o mar. Mais tarde, uma lagosta no jantar completa a inesquecível programação.

9- Apreciar as cores das árvores do Central Park, em Nova York. Os tons de amarelo e vermelho, que não são o forte de nossas matas tropicais, impressionam. Passamos a vida vendo o famoso parque no cinema. Vê-lo radiante em suas cores ao vivo é um espetáculo.

10- Jogar vôlei na praia de Ipanema ou Leblon até o sol ir embora. Não tem competidor entre os prazeres. É para a vida toda.

Não incluí Paris. A cidade é hors-concours. Entra como maravilha pelo conjunto da obra.

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