Cassis

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Cassis é uma pequena cidade às margens do Mediterrâneo. Fica a 40 minutos de Aix. Parece uma Búzios francesa. Escolhi Cassis como a cidade junto ao mar que visitaria na Provence. Saí de Aix por volta de meio-dia. Como em maio o sol se põe tarde, por volta de 20h, tive bastante tempo para visitá-la.

Na entrada da cidade, uma garagem com vários andares subterrâneos garantem estacionamento para quem está de carro. Depois de estacionar, descemos pelas ruas com as tradicionais lojas para turistas até chegar a enseada principal da cidade.

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Na orla, é um restaurante do lado do outro.  Fui num dia de feriado, estava lotado. O ritual a ser seguido é comer frutos do mar com vinho branco apreciando a vista. Tive que disputar uma mesa. 

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Passear pela orla ou entrar nas ruas ali por perto compõem a programação básica.

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O turista padrão em Cassis faz o passeio de barco para ver as Calanques, desfiladeiros com águas verde claro que compõem boas fotos. Não fui. O mar estava batido e o pessoal do aluguel de barcos avisou que a viagem poderia ser desconfortável. Se eles achavam isso, eu, após ingerir camarões e vinho, não achei recomendável arriscar. 

Deu pra ver que o povo vive bem por ali. E voltei para Aix en Provence para continuar a viagem pela Provence. 

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Roussillon

Roussillon é a cidade do ocre. A terra das encostas de seus morros tem essa cor. A cidade parece um ensaio sobre variações do ocre. O efeito é muito bom. A cor quente torna a cidade aconchegante e convidativa aos passeios a pé. Roussillon pode ser visitada numa tarde.

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O parque onde a terra exibe a famosa cor merece uma visita. A foto abaixo mostra o paredão que domina a área do parque.

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A combinação de cores das casas de Roussillon é um convite para fazermos belas fotos. Deixo mais uma.

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O centro da pequena cidade tem acolhedores cafés para a prática do espresso.

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A ruela que passa pela simples e simpática Igreja de Saint Michel leva a um mirante que merece a visita. De lá pode-se ter bela visão da planície da Provence. O entardecer compôs boa imagem.

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Como estava cedo, deixei para ir jantar em Lourmarin, que fica ali por perto.

Aix en Provence 

Aix é clássico ponto de partida de uma viagem à Provence. A proximidade de Marseille – bom aeroporto para chegar do exterior – e sua localização privilegiada para acessar outras cidades da Provence a colocam como boa candidata a receber o viajante. Fiz isso. Cheguei por Marseille, aluguei o carro no aeroporto e fui para o hotel em Aix. São apenas 30 minutos de estrada.

Aix

Abri a mão na escolha do hotel. Peguei o Hotel Le Pigonnet, diária de 180 euros. Bacana! Um belo prédio com um jardim sensacional ao fundo. Diz-se que Cezanne ia lá para pintar. Os jardins merecem ser incluídos entre os pontos a serem visitados na cidade. O café da manhã derruba qualquer intenção de seguir a dieta. Por meros 25 euros, você pode se divertir de manhã experimentando croissants, presuntos e queijos sensacionais. Destaque para o queijo Contê, que tenho afeição. Quarto confortável e atendimento de qualidade completam o resumo desse hotel.

Fontaine de La Rotonde
O centro da cidade fica a 15 minutos andando do hotel. É bom pegar hotel perto do centro de Aix para poupar deslocamentos de carro ou a pé. A fonte La Rotonde fica numa rotatória típica dos centros urbanos franceses. Para quem está de carro, uma garagem subterrânea ao lado da praça garante vagas (pagas) para mais de mil veículos. A fonte no centro da rotatória é a marca da cidade. A Apple Store, toda de vidro, ocupa todo um lado da praça e destoa da arquitetura local. Os franceses devem adorar a ruptura do padrão dos prédios da área.

Aix

Cours Mirabeau
De um lado da rotatória começa o famoso Cours Mirabeau. Do outro lado da praça, há uma rua com as lojas clássicas para os compradores incontinentes: Sephora, Adidas… A alameda Cours Mirabeau é passeio obrigatório. Arquitetura bonita, alguns cafés e restaurantes garantem a alegria do turista. Cumprindo o ritual, cabe tomar um café no Les Deux Garçons.

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Ancien Aix
Ao norte do Cours Mirabeau, as ruelas são um convite à caminhada. Boa opção é começar a partir da fonte La Rotonde seguindo pela Rue Espariat. Bonitas fachadas e lojas distraem o turista. Dei sorte. Tinha uma feira na frente do Hotel de Ville. Queijos e charcouterie de dar água na boca.

Aix

Também vale ver a Catedral St. Sauveur que fica no bairro. Um ponto turístico típico é o Atelier Cezanne, pintor que vivei na cidade. Não fui. Como gosto de olhar as belas fachadas dos prédios, o passeio pela Antiga Aix me encheu os olhos. Abaixo, vejam a foto da Praça D´Albertas, com mais uma das tantas fontes da cidade.

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Restaurantes

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La Caleche, 10 rue de la Masse, 13100, Aix-en-Provence
O movimento no restaurante chama atenção. Se o povo do cidade prestigia, também devemos. É lugar para pizza e massas. Jantar simples, podendo dividir os pratos de bom tamanho. A salada do chefe vem com queijo emental e bom presunto. O molho dá o tom. Vinho rosé da Provence pra acompanhar. Conta de 60 euros.

L’Opera
Bom restaurante. Menu de entrada, prato principal e sobremesa tudo delicioso. O garçom usou o espanhol para gentilmente explicar cada prato. Um vinho rosé completou a farra. Conta de 120 euros.

Aproveitei a tarde de sol do segundo dia na cidade e fui a Cassis. É uma boa opção. Cassis é pequena e muito bonita.

Provence [Roteiro 10 dias]

Descrevo abaixo uma viagem de 10 dias que abrange praticamente toda a Provence. O ritmo da viagem é puxado em virtude da quantidade de lugares visitados. O roteiro pode ser facilmente adaptado para atender a variações na duração da viagem e no número de cidades visitadas. Seguem as cidades a visitar em viagem de nove noites, com estadias em quatro hotéis:
– ficar em Aix en Provence: visitando Cassis.
– ficar em Avignon: visitando Arles, Saint-Rémy-de-Provence e Les Baux-de-Provence.
– ficar em Gordes: visitando Roussillon e Lourmarin. Estas cidades também podem ser visitadas a partir de Avignon.
– ficar em Moustiers-Sainte-Marie: visitando Gorges de Verdun e Lac de Saint Croix.

O mapa abaixo mostra as quatro regiões que considerei para escolher as cidades de onde serão feitos os passeios.

Detalhando:
A viagem típica pela Provence se destina a visitar suas belas cidades. A viagem de carro é a mais indicada por oferecer a flexibilidade de ir de uma para outra cidade no ritmo que se quiser, sem restrição de horário. Uma viagem de dez dias permite conhecer as principais cidades. O segredo é escolher as cidades “base”, a partir das quais serão feitos os passeios para visitar cidades vizinhas. Um bom critério é escolher as cidades de modo que os passeios fiquem a menos de uma hora de distância de carro. 

Vindo do exterior diretamente para Provence, a maior cidade para se chegar é Marseille. Do aeroporto de Marseille para Aix en Provence são 30 minutos de carro. Aix é recomendação certa para visitar a região. Outra opção é vir de trem de Paris até Avignon e pegar o carro para circular na Provence. De Paris a Avignon é uma estirada de 680km. De trem dá pra vir tranquilo. De carro ou de trem, vale dar uma parada em Lyon, que fica no meio do caminho e é uma cidade linda, merecedora de uma visita.

Dá para fazer uma viagem de sete dias ficando em três hotéis em cidades diferentes, por exemplo: Aix en Provence, Avignon e Moustiers-Sainte-Marie. Aix en Provence é recomendada como primeira cidade a ser visitada por sua boa infraestrutura de hotéis e por ficar a apenas 30 minutos do aeroporto de Marseille. Isto é importante para quem está chegando de um longo voo do Brasil. Avignon é grande e bem localizada, servindo como “base” para visitar Arles, Saint Rémy, Baux de Provence, Gordes e Roussillon. Moustiers fica mais a leste da Provence. Sua beleza justifica ser visitada e se tomar hotel na cidade.

A graça de uma viagem também é escolher o que será visto. As sugestões que ofereço têm material para compor diversas formas de conhecer Provence. Se tiverem tempo depois, escrevam um comentário com suas impressões de viagem.

Bariloche roteiro 7 dias

introdução | planejar | clima | chegar e partir | vestir | comer | dormir | deslocar-se | roteiro 7 dias | esquiar | comprar

Estas sugestões de roteiros podem ser adaptadas para períodos maiores ou menores, bastando que o viajante privilegie as atrações turísticas mais importantes. Descrevo abaixo os principais passeios, para cada dia, em ordem de importância para serem considerados. Vale a recomendação de que cada pessoa deve programar os passeios levando em conta o clima no dia. Se estiver nevando sem vento na estação, esquiar é a grande pedida. Se chover, podem ser boas opções aproveitar para andar na cidade, ver o comércio ou ir à Ilha Victoria, que é em barco fechado e protegido da chuva.

O roteiro clássico oferecido pelas agências de viagem inclui:
– passeio por Circuito Chico,
– teleférico do Cerro Campanário,
– Cerro Catedral,
– Cerro Otto e
– Cassino de Bariloche.

Este roteiro é comumente usado pelas agências que vendem pacote de uma semana em Bariloche. A CVC, uma das maiores operadoras brasileiras em Bariloche, utiliza o nome Bariloche Clássico para seu programa de uma semana. Os passeios turísticos padronizados também são vendidos por pequenas agências locais espalhadas pela cidade. Os traslados destes passeios são feitos por ônibus ou vans, que tem a vantagem de precisar se preocupar com o transporte. Mas, se você tiver o azar de ficar no início do percurso, vai sair do hotel às 08.00h e ficar pelo menos uma hora no ônibus pegando os outros turistas nos hotéis. Pode ser grande a perda de tempo, mas o preço dos passeios padronizados é convidativo e funciona bem para turistas que não gostam de se preocupar.

Bariloche

Roteiro Proposto
Se você vai esquiar (ou descer a montanha de snowboard) a programação é ditada pelo esporte. Pode-se esquiar todos os dias que o clima e o preparo físico permitirem. Quem vai com a intenção de esquiar deixa poucos ou nenhum dia dedicado aos passeios. Consideremos uma proposta mais geral, que inclui o esporte na neve, mas cuida dos interesses do turista normal. O roteiro a seguir cobre com margem as atrações top ten de Bariloche: Continue lendo Bariloche roteiro 7 dias

Bariloche [comprar]

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Em 2011, os brasileiros fomos os reis do pedaço. Nossa moeda valia muito. Os preços na Argentina não são tão bons como nos USA, mas são atraentes. Em 1999, eu dizia: “Não comprem nada! Os preços estão altíssimos. A paridade do peso com o dólar coloca os preços médios dos produtos aproximadamente o dobro do Brasil. Fuja das compras!”.

Mas, a balança mudou. Em 2006, os preços estavam favoráveis aos brasileiros. Marcelo, que contribuiu para estas dicas, dizia “aproveite a diferença de câmbio favorável para comprar como um americano no Brasil … ou como um argentino comprava aqui quando o peso valia 3 reais”.

Câmbio

Uma dica: não troque dinheiro no aeroporto ou só troque o estritamente necessário para chegar à cidade. Em março de 2011, o câmbio no aeroporto Aeroparque (onde se pega a conexão para Bariloche) estava em 3,42 pesos por dólar. É um assalto ao turista desavisado! Em Bariloche, qualquer boteco trocava por 4,00 pesos para cada dólar. E não tem desculpa, as casas de câmbio em Bariloche trocavam na taxa de 4,00 pesos por dólar sem cobrar taxa de serviço. Os caras do aeroporto erão tão sacanas que oferecem “melhorar” a taxa de 3,42 para 3,46 se você trocar mais de US$150. É inexplicável que o turista chegue à Argentina sendo achacado dessa maneira.

Alguns hotéis fora do centro da cidade ainda cobram em dólar. Como a inflação está alta na Argentina, isto deve ser melhor para eles. O uso de cartão de crédito é bem disseminado. O imposto IOF no Brasil sobre as compras feitas no cartão passou de 2,8% para 6,8% em abril de 2011. Comprar o dólar e levar cash fica competitivo. Entretanto, a taxa de câmbio utilizada pelos cartões é favorável. O conforto do uso do cartão, não carregando muitos dólares é uma vantagem. A grande vantagem do dinheiro vivo (em “efetivo”) é poder negociar descontos nas compras. Há os cartões pré-pagos (todo banco tem) em que você compra os dólares antes e leva um cartão parecido com o cartão de crédito comum.

Aceitam-se reais e dólares em praticamente todos os lugares, mas para pagar o ideal é utilizar o peso. Evite pagar em reais, o câmbio não é favorável. Desde de 2008, comenta-se que o real está sendo aceito no comércio argentino. Dólares são melhores para usar. Entre pesos e dólar, sem dúvida, leve dólares. Com os dólares na mão, você pode trocá-los nas lojas de câmbio de Bariloche com boa taxa ou conseguir descontos negociando a taxa de câmbio na hora de uma compra diretamente em dólares. Você pode sacar pesos do cartão de crédito VISA nos caixas automáticos pagando uma taxa de US$ 4 em cada saque. O limite de cada saque era de 600 pesos, mas eu consegui sacar até 3 vezes seguidas em cada caixa. A vantagem de ter o dinheiro na mão é pagar os passeios à vista e ganhar 10% de desconto. No aeroporto tem um caixa automático, na rua Mitre tem três ou quatro e em Cerro Catedral tem um também.

Roupas

Artigos de marcas famosas como Nike, Puma, Timberland e Adidas são fáceis de encontrar. Em Buenos Aires, os preços de roupas de grife são melhores. Compram-se peças da Quiksilver, Bilabong, Lacoste, Nike, Puma, Oakley com bons preços. Os preços não são muito diferentes de Buenos Aires e bem mais baixos que no Brasil. Para quem viaja para esquiar, pode aproveitar as lojas de Bariloche para comprar roupas para o esporte. A loja Scandinavian (na Mitre, perto da esquina de Villegas) tem grande variedade dos produtos da marca de artigos de esportes de inverno Columbia. O preço de polares (casacos leves de espuma) estava em US$40. O casaco para esquiar curto na cintura, com tecido de alta tecnologia, impermeável e à prova de vento, custa US$300. Os artigos de couro também estão com bom preço. Se bem que em Buenos Aires a oferta de couro é maior e o preço melhor.

Chocolates

Sâo ótima opção para trazer de lembrança de Bariloche. As lojas têm caixas bonitas para dar de presente. Veja os comentários no artigo sobre onde comer em Bariloche.

Eletrônicos

Não há grande coisa em eletrônicos por lá. Trata-se de uma cidade para passear e fazer esportes de inverno.

Duty Free

Não consegui identificar se é melhor comprar no Duty Free de Buenos Aires ou aqui no Brasil. Lembre-se que o limite total de compras no exterior é de 500 dólares por pessoa. Os melhores artigos para comprar em lojas duty free são bebidas, perfumes e cigarros, por serem os mais taxados. Os apreciadores encontrarão no Duty Free de Bariloche uma boa oferta de vinhos que não chegam aqui. No Duty Free brasileiro, compre apenas as ofertas do dia. Trazer o bom vinho argentino é boa pedida para usar a cota do freeshop.